terça-feira, 24 de março de 2009

Baiana sacana!

Um dia fui à casa da Jaya e a irmã dela falou:
- Foi embora pra Bahia.

A desgraçada da baiana foi sem se despedir, alegando que não gosta de despedidas!
- Vim pra ficar - ela disse - vou morar aqui.
- Tudo bem, safada, minha vingança será maligna!

Em 2006, quando a turma toda foi comer o tal do caruru que a mãe dela tinha feito, fizemos uma sessão fotográfica para a posteridade.
Porém, a fotógrafa Kalyua em vez de tirar fotos filmou!
E fez uma sequência de filmes de 3 segundos que "grazadeus" serviram benzin para minha vingança de aniversário (Jaya fez 22 anos no último dia 19)
E para homenageá-la, o curta metragem "A turma da Jaya"



Brincadeiras a parte...
Feliz aniversário, baiana safada!
Saudades!
PS: O engraçado é a gente com cara de besta posando para as fotos. Bem, nunca fui filmogênica mesmo...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Ah, qualé, todo mundo já fez poesia!

Todo mundo mesmo.
Todos já se meteram a besta e arriscaram escrever “pensamentos” em suas agendas. Quando não, lascavam o Soneto de Fidelidade na contracapa do caderno, em plena sétima série! Sem nem ao menos saber do que se tratava!
Ah, mas quem nunca escreveu versinhos sem pé nem cabeça e jurou que eram versos livres sobre seus sentimentos?
Quem nunca fez rimas infundadas somente para... rimar?
Você aí que está lendo! Lembrou agora? Mas agora vai lembrar.
Quem, eu disse, quem nunca fez um acróstico com o próprio nome e o nome da pessoa amada?

Como viverei
Oh, meu amado!
Rimando no Blog
A
gora afetado
E sempre serei
Mulher do marquês!
Um acróstico
Ridículo.
Inútil talvez
Lembre-se, amor
Ontem já passou.

Envolvida no mundo da poesia barata e no mar das rimas pobres (Afff...), resolvi por conta própria me assumir poeta de meia tigela.
É menos ridículo que se eu me levasse a sério.

Quando uma amiga me mostrou um poema de sua autoria intitulado “O Vento”, vi ali a oportunidade de liberar o meu lirismo (e por que não sarcasmo?).
Graças a “O Vento” de minha amiga, que falava sobre a sutileza das brisas, arranjei inspiração para criar minha obra-prima de mesmo nome, mas com a convenção das rimas e um final mais interessante.

Com vocês, o famoso poema:

O VENTO

Aquele vento que vem forte
Num estrondo violento
Pode ser tão rápido
Pode ser tão lento

Aquele vento que vem forte
Quando vem sem aviso
Pode causar espanto
Mas nunca causa um sorriso

Aquele vento que vem forte
Aquele que causa medo
É o vento da morte
Que se chama peido

Cora Rufino (sua trovadora)

Telefone para contato: zeroperadora onze...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

eu e o magistério

Minha prima pediu que eu a ajudasse com as tarefas de Inglês.
Mas nunca tive paciência para explicar as coisas. Nunca soube, na verdade.
Então fui.

Era começo da tarde, eu tinha acabado de almoçar, precisava só ajudá-la a responder questões de verbo To Be, nada de mais. Comecei:
- Vamos conjugar o verbo: I am, you are...
Vendo que ela não tava entendendo nada, resolvi reforçar a base: o português
- Nabirra, você se lembra como são conjugados os verbos?
Ela fez que não.
- Mas você sabe o que são verbos não é?
Ela fez que sim
- O que são verbos então?
Ela não fez nada.
- Me dê um exemplo de verbo.
E ela disse:
- Cadeira!

Percebi então que ser professor era um exercício de... sei lá o quê. Como ensinar inglês se a garota da sexta série não sabia o que era verbo?
Enquanto isso minha tia ria aos berros:
- Hahahaha! Eu cadeiro, tu cadeiras...
Mas também resolveu dar uma mão:
- São ações, como pegar, correr ou fenômenos da natureza como chover, ventar, nevar...
Eu perguntei:
- Nabirra, me dê um verbo que seja um fenômeno da natureza.
Ela respondeu:
- Pegar.
- Não, Nabirra! - disse a tia já P da vida - Ventar! Agora diga uma ação que as pessoas fazem.
Ela respondeu:
- Ventar!
- Não, Nabirra! As pessoas não ventam! - e tia falou - as pessoas peidam! Eu peido, tu peidas..
Depois daquilo decidi retomar a aula.

Quando saí de lá era noite. Fiquei feliz por ter passado a tarde inteira com minha prima e tê-la ajudado com a tarefa de Português.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Coraline e o Mundo Secreto


Ai, eu vi!
Eu vi o trailer de Coraline.
Agora o mundo vai saber o drama de pessoas que são chamadas de Carol porque as outras pessoas simplesmente SE RECUSAM a aceitar a existência de um nome similar.
É isso aí, Coraline! Torço por você!

Agora falando um pouco sério...
Tô com um medo dessa adaptação. Neil Gaiman viaja na maionese mas Coraline não é uma história infantil, e não gostaria de assistir ao filme dublado, com crianças gritando na sala de projeção.
Mas fazer o quê?


Mas o livro é tão bom...


PS: Hoje mesmo, no oftalmo, a secretária me chamou de Carol. Não que isso importe para vocês, mas é só para avisar que eu atendi ao chamado dela sem corrigi-la, porque estou planejando mudar meu nome aos poucos.
E dominar o mundo!
Na sexta série uma colega perguntou porque que eu não gostava de ser chamada de Carol, assim, como se eu estivesse errada.
Só sei que se eu chegar na fila da bilheteria e alguém falar:
-- Moça, vê duas meia pra CAroline!
Eu mato.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MONSTER


Esse é o nome do animê que enrolei desde 2007 pra terminar de assistir. E eu finalmente consegui! Coloquei essa imagem temporariamente no cabeçalho do blog pra prestar uma homenagem ao que eu chamo de o animê dos animês!
E o Johan Liebert é o maior vilão de todos os tempos.

Obrigada Saschoscar por me apresentar a essa jóia japonesa e por ter me passado metade do total de episódios.
Obrigada Animeshade pela outra metade dos episódios.
Obrigada Naoki Urasawa por ter criado Monster.
Obrigada Gabriely porque... sei lá.
Obrigada mãe.
Obrigada pai.
Obrigada família.
Obrigada, Xuxa, por tudo.
Obrigada Ivete Sangallo por ter acenado pra mim no Foliavista de 2001

Bom Dia, Sol!!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Romance secreto no café


Quando os primeiros raios de Sol de 2009 se misturaram com a última noite de 2008 (viu como posso falar poeticamente?), eu estava acordada, assistindo à 6ª temporada de Gilmore Girls que ganhei de Natal. Então terminou de amanhecer, e eu presenciei o exato momento em que o meu despertador começou a tocar (tocante...).

Eu e minha mãe fomos tomar um café fora, para comemorar o ano novo. Até porque tinha acabado o café em casa.
Achamos a feira Romeu Caldas aberta. Pedimos nossos cafés, e resolvi pedir uma rosquinha,além da costumeira tapioca.
Por quê?
Eu tinha planos para essa rosquinha.
Quando a rosquinha chegou, mamãe se surpreendeu com o tamanho dela.
— Grande, né? — exclamou.
— Sim. E eu gostaria de dividir com você. — disse eu, toda romântica, oferecendo a rosquinha para ela.
Com a maior naturalidade, mamãe pegou um guardanapo e ameaçou partir a rosquinha ao meio com as mãos.
— Ei! Ei! O que vai fazer? — perguntei
— Reparti-la, ué!
— Ah, não! Não gosto quando você faz isso!
— Isso o quê?
— Isso e torar as coisas ao meio! Se te ofereço um quibe você quer parti-lo ao meio. Se lhe ofereço um sorvete você faz a mesma coisa.
— Então como é que é pra fazer?
— Assim: eu mordo, você morde, eu mordo de novo e vamos mordendo até essa rosquinha acabar.
— Hehehe
— Que foi, mãe?
— As pessoas vão achar que nós somos maricas.
— Hã? Quem? Nós duas?
— Sim. Geralmente quem divide comida assim são namorados.
— Ichi! Nada a ver, mãe. Come aí.
— As pessoas estão olhando.
— Hehe, sei, a feira toda parou para nos olhar. Come aí!
— Eu não digo a feira toda, mas pelo menos uma pessoa eu vi que está me olhando.
— Claro. Essa pessoa sou eu, mãe! Agora come...
— Não! Não, eu...
— Poxa, mãe, só come a rosca!
— Sei não...
— Eu só tô pedindo pra você comê-la, e não “queimá-la” em público!
— Tá bom então.

E no resto do dia, me sobrou a opção dormir, que parecia ser a mais atrativa depois que mamãe comeu da minha rosca.
Não soube se foi o seriado ou a relação incestuosa que me deixou exausta, mas parece que perdi o primeiro do ano porque dormi.
Assim como aconteceu no show do Zeca Baleiro.

E pra não dizer que não estou fazendo nada nas férias, em vez de eu ler os três livros que nunca terminei de 2008, estou assistindo ao animê que nunca terminei de 2007.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Aconteceu no dia 26 de Outubro

Um dia depois de eu escrever o post anterior.
Foi de repente.
“Abdômen agudo” ou algo assim. Coloquei uma compressa de gelo sobre a barriga, vi que a dor não passava. Fui ao hospital.
Exames. Exames. Mais exames.
- Parece que é apendicite – falou a médica – mas você não tem febre.
Chama o cirurgião
- Tá doendo aqui?
- Ai! Tá!
- E aqui?
- Ai! Não.
- Vai ter que operar
Prepara tudo
- Meu palpite é que seja um cisto no ovário – disse a doutora

Na mesa de cirurgia o médico pergunta:
- Dói aqui?
- Ai! Dói – “filho duma égua!”
- E aqui?
- Não
- A medicina é uma área interessante! Agora há pouco operamos uma garota com apendicite clássica!
“Talvez a minha seja moderna”
- Você estuda?
- Sim, faço arquitetura.
A anestesista com voz de dubladora já me preparava
- Você conhece o Kiko? – o cirurgião perguntou.
- Sim, estudo com ele.
- Ele tá fazendo uma planta para mim.

Depois disso só lembro de ter acordado no dia seguinte, com um rombo na barriga.
Mentira, era um rombinho. Se eu tivesse morrido minhas últimas palavras seriam “Sim, conheço o Kiko”.

Fiquei assustada, falaram que o palpite da médica tava certo, que havia um cisto “dêchi tamanho” no meu ovário direito, que tava inflamando o apêndice e não sei o quê...
Eu que não entendo patavina de medicina, acreditei.
Retiraram o apêndice e o meu lindo e precioso ovário.

“Fértil agora, só minha mente”, pensei.
Me deu uma vontade desesperada de ser mãe naquele momento.
E o Logan? E a Julieta (nome que darei aos meus filhos) e a Leona (nome que o Murilo dará à filha dele)
Oh, céus! Vou morrer velha, com 15 gatos pela casa (8 Logans, 5 Julietas e 2 Leonas)!
Oh, céus!
Oh, céus!
- Você ainda tem o outro ovário – disse o médico.
Ah é! São dois, né?
- Tem gente que vive normalmente com um testículo – ele comparou.

Hoje, uma cicatriz charmosa num buxinho sexy (Ainda que não seja, prefiro pensar assim).
- Agora que sobrou espaço na barriga, posso me mudar pra lá? – perguntou Silfo-Deus
- Não! Permaneça aí, na cabeça! Deixe a barriga para as borboletas.