terça-feira, 13 de setembro de 2011

há mais ou menos 30 dias

Um mês passou tão logo
E eu rogo para que agora
Eu lembre que a nova Cora
Transformou-se aquelas noites

Um pouco perdida,
No fim das contas
Um pouco bandida
Com o fim
E as contas

Hoje, o futuro
Daquelas vezes de coragem,
Reflito com o pensamento
De virgem
em desvantagem

Meus olhos iam nos outros
olhos
O coração em latidos
Um mês passou tão logo
E eu rogo... 
Nesse presente
Que daqui pra frente
A ousadia de novo
passeie comigo

5 comentários:

Elieser Rufino disse...

ah! esvaziar
esvaziar minha cesta de serpentes
cesta encantatória de serpentes
que esqueceu meu pai
o beduíno
meu pai o faquir
que fazer com ela
como poder poupar-se ao passo lacerante
dos dias
tramado no veneno destas bestas
na fascinação de sua dupla língua
de sua forma repuxada em catedrais
de seu olho de vitral
que não perdoa.

Monique Oliveira disse...

todos as noite uma parte da gente
morre...
o tempo sempre passa... e sempre nos transformamos... quer queira... quer não... mas todos os dias nascemos...
Corita... nunca desista dos seus sonhos e não importa o que aconteça siga sempre em frente... belas palavras Corita... reflexivas também... abraço ;)

Jaya Magalhães disse...

Sempre tive tendência a enfeitar os redores inteirinhos. Aliás, tenho muita dificuldade de aceitar viver a realidade sem fazer poesia no meio. No meio de tudo. E até invento, se isso me fizer melhor.

Não me surpreendo que você se surpreenda. Nunca conversamos sobre. Nunca nos aprofundamos, acho. [Talvez por não ter havido tempo, oportunidade, vontade]. Então acho natural o "susto".

Aliás, tenho uma grande dificuldade em saber [e aceitar, sem vergonha ou algo assim] que as pessoas, como você, partes da minha vida, acompanham aquilo ali. Não sei porquê. Mas, enfim: aparecemos. E espero que você se sinta à vontade ao espiar meu avessodoavessodoavessodoavesso. [Que na verdade não é nada tão avesso assim, se você prestar atenção].

--

Que o seu futuro [hoje vivido] seja sempre um presente.

Saudades também, Corete.

Um beijo.

Elimacuxi disse...

Que a coragem venha
e que seja infinda
pra quem tem senha
(que é tão mais linda
a cara da Cora
que nem cora quando ousa
a traquinagem anunciada
nos olhos de à tardinha...
é tão mais linda
a cara da Cora corada
quando o dia pousa
e ela se realinha...)

Que a ousadia seja
sua eterna moradora
pra toda ação benfazeja
senhorina Cora.

Roberto Mibielli disse...

ora quem diria a Cora Rufina
refina coragem nos entremeios
há quem diga de sanhas
e senhos
eu que pouco sei de senhas
espero recreios